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quarta-feira, 22 de junho de 2016

PAUTA BOMBA DO PREFEITO PODE IMPLODIR ORÇAMENTO DO MUNICÍPIO


Em meio a uma das maiores crises financeiras que Municípios, Estados e a União atravessam, o Prefeito de Videira, no apagar das luzes do seu mandato, encaminhou dois projetos de lei que podem aumentar, efetivamente, em aproximadamente R$ 2 milhões os gastos com pessoal.

Os projetos criam funções gratificadas e uma quantidade enorme de cargo efetivos, isso tudo às vésperas do período eleitoral.

Para citar como exemplo, foram criados mais 10 (dez) cargos de motorista de veículo de passeio, sob a justificativa de que o número ideal é de 2,6 motoristas por secretaria. Ou seja, a partir de agora, cada secretaria terá quase chofers a disposição para levar os servidores onde for necessário, como se cada servidor não fosse capaz de conduzir veículos e como se houvesse tamanha demanda externa para tais profissionais.

Outra situação que chama a atenção é a criação de mais 60 (sessenta) cargos de auxiliar de serviços gerais que, somados a outros 48 (quarenta e oito) que estão vagos, permite que a Prefeitura contrate 108 profissionais neste cargo.

Para disfarçar, a prefeitura previu a extinção de alguns cargos, mas todos vagos e já em processo de extinção.

Diante disso, o Vereador PAESE solicitou o adiamento da votação do projeto para que a Prefeitura explicasse a real necessidade de criar tantos cargos. Mas, os vereadores comprometidos com o Prefeito, rejeitaram o pedido. Com a recusa, o Parlamentar apresentou 3 (três) emendas ao Projeto, que somente foram acatadas depois de muita discussão e de ser derrubada uma manobra regimental que pretendia votar o projeto, a força, na mesma noite.

"É um ato de extrema irresponsabilidade e incoerência. Quero lembrar que no começo do ano o Prefeito recusou-se a conceder aos servidores concursados o índice de reposição da inflação sob o argumento de que não tinha dinheiro. Agora, quando ele mesmo encaminha uma carta, a cada vereador, dizendo que "os municípios pedem socorro" por conta da crise e queda da arrecadação, cria projetos na contramão da austeridade esperada dos governantes em momentos de dificuldade. Para se ter idéia, a FECAM aponta que somente de FPM os municípios catarinenses já perderam 138 milhões de reais", lamenta o Vereador.

E o mais grave, apesar do vereador PAESE ter solicitado fosse informado quais contratados temporários seriam dispensados e quais servidores em desvio de função voltariam às suas funções, caso os cargos fossem criados, o Prefeito nada disse, mantendo silêncio absoluto. 

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